Quarta-feira
15 de Abril de 2026 - 
ADVOCACIA CRIMINAL, CÍVEL E FAMÍLIA - ITAIM BIBI

cadastro e - mails

Esse é o meio de se sintonizar conosco. Cadastre seu e - mail para receber nossos boletins periodicos.

Previsão do tempo

Segunda-feira - São P...

Máx
33ºC
Min
22ºC
Parcialmente Nublado

Terça-feira - São Pa...

Máx
33ºC
Min
23ºC
Chuva

Hoje - São Paulo, SP

Máx
33ºC
Min
24ºC
Chuva

Controle de Processos

Aqui você pode acompanhar os andamentos dos seus processos judiciais conosco.

Cotação Monetária

Moeda Compra Venda
DOLAR 4,85 4,85
EURO 5,32 5,32

Judiciário contará com dados técnicos para analisar recuperações judiciais

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, firmaram, nesta terça-feira (14/4), com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, um acordo que permitirá o uso de dados agrícolas em processos de recuperação judicial de produtores rurais. O termo foi assinado em cerimônia ocorrida na sede do CNJ. A iniciativa integra, ao Judiciário, a infraestrutura de Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos (VMG), que fornece informações técnicas sobre condições de produção, conformidade socioambiental e viabilidade econômica das propriedades rurais. Por meio da parceria e dos dados compartilhados, é possível fortalecer a segurança jurídica das decisões, em um contexto de crescente judicialização no agronegócio. “Não basta emitir um despacho, uma decisão e proferir uma certa sentença. É preciso fazê-lo com eficiência e com qualidade”, afirmou o presidente do CNJ e STF, durante a cerimônia de assinatura do documento. “Nada como as evidências para ter esse sopro legitimador das decisões judiciais. Isso vai nos permitir aproximar o direito dos fatos e não apenas dos autos”, considerou. O ministro Fachin enfatizou a importância do diálogo interinstitucional bem como o caráter plural da iniciativa. “Aqui está o Executivo, aqui estão integrantes e consultores, advogados, defensores de comissões importantes do Poder Legislativo e de segmentos relevantes do agronegócio brasileiro. E estamos nós aqui pelo Poder Judiciário. É disso que se trata quando nós tratamos uma questão de Estado”, declarou. A parceria surgiu a partir da necessidade de identificar com maior precisão a realidade dos devedores, do aumento do número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio e da presente vulnerabilidade do produtor rural. Ao recordar as suas raízes como filho de pequenos produtores no Sul do país, o presidente do CNJ e do STF enfatizou que o acordo será relevante para fortalecer a prestação jurisdicional e a segurança jurídica. “Precisamos superar e enfrentar esse conjunto de tensões que o agronegócio brasileiro enfrenta: de ordem climática, de ordem econômica e, por que não dizer também, de ordem estrutural”, afirmou. O fornecimento de informações está previsto no Provimento nº 216/2026 da Corregedoria Nacional de Justiça, que contém diretrizes a serem observadas por juízas e juízes em casos de recuperação judicial e falência de produtor rural. O compartilhamento de dados permite, ainda, o monitoramento contínuo da atividade rural durante o processamento da recuperação judicial e a verificação da conformidade socioambiental das propriedades rurais. “Estamos lidando com uma atividade sujeita a variáveis que escapam do controle humano. Clima, mercado internacional, custos de produção e que, ao mesmo tempo, possui impacto direto sobre a segurança alimentar, o crédito rural e a estabilidade econômica nacional”, lembrou o corregedor nacional, ministro Campbell Marques. A expectativa, segundo ele, é que as informações obtidas por meio de tecnologia avançada, como imagem de satélite, dados de georreferenciamento e análise técnica especializada, aperfeiçoe o padrão da decisão judicial. Atribuições A Corregedoria Nacional de Justiça ficou responsável pelo fomento e pela pulgação sobre a importância da VMG entre os tribunais. O órgão também irá colaborar com o MAPA na definição dos perfis de acesso e dos formatos de relatório, a inclusão nos programas de formação de magistrados, de módulos sobre a utilização da infraestrutura. Já o Ministério da Agricultura e Pecuária irá disponibilizar, ao Poder Judiciário, dados, relatórios e atestados da Infraestrutura de Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos. Em conjunto com o CNJ, o MAPA promoverá a capacitação de magistrados, servidores, administradores judiciais e peritos. “A iniciativa ajuda a proteger o produtor que realmente enfrenta dificuldades financeiras, ao mesmo tempo em que contribui para identificar possíveis casos de uso indevido da recuperação judicial”, descreveu o ministro da Agricultura e Pecuária. “Quero registrar o meu reconhecimento ao Conselho Nacional de Justiça pela condução de uma agenda que combina modernização institucional com o enfrentamento qualificado à judicialização. O que estamos construindo aqui é mais do que uma solução técnica, é um avanço na forma como o Estado decide, atua e se organiza”, acrescentou. Integrou também a mesa: o vice-presidente do Fórum Nacional de Recuperação Empresarial e Falências (Fonaref) e conselheiro do CNJ Rodrigo Badaró. O evento contou, ainda, com a presença da conselheira Jaceguara Dantas e dos conselheiros Guilherme Feliciano, Silvio Amorim Júnior e Ulisses Rabaneda. Implementação As atividades serão executadas conforme plano de trabalho, que tem o prazo de 60 dias para ser aprovado pelos órgãos envolvidos. O plano de trabalho é pidido em fases, começando pela preparação, quando CNJ e MAPA designam gestores, escolhem a comarca do projeto piloto e definem perfis de acesso e formatos dos relatórios da VMG. Na sequência, o projeto piloto é executado com a liberação do acesso à plataforma, capacitação dos magistrados e servidores da vara selecionada e coleta de feedback para ajustes. Essas ações garantem que o sistema seja testado em ambiente controlado antes da expansão. A fase de expansão nacional inclui ajustes na plataforma, elaboração do cronograma para todos os tribunais de Justiça e realização de eventos de pulgação e capacitação. A definição de ciclo contínuo de monitoramento, com reuniões semestrais entre CNJ e MAPA e elaboração de relatórios anuais de resultados, encerra a implementação. O acordo terá vigência de cinco anos e poderá ser renovado automaticamente por igual período. Texto: Mariana Mainenti Edição: Sarah Barros Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 8
14/04/2026 (00:00)
Visitas no site:  21387419
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.