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Nova edição de clássico de Amaro Cavalcanti sobre regime federativo é lançada no STJ

Uma nova edição do livro Regime Federativo e a República Brasileira, clássico fundamental do constitucionalismo nacional de autoria do jurista Amaro Cavalcanti, foi lançada na noite desta terça-feira (23), no Espaço Cultural STJ. A obra tem apresentação do ministro Ribeiro Dantas e integra a Coleção Constitucionalismo Brasileiro, coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Reconhecido como marco para os estudos sobre o regime federativo, o texto reflete a trajetória de Amaro Cavalcanti (1849 – 1922), que exerceu persos cargos públicos e foi ministro do STF.​​​​​​​​​Na mesa, os ministros Gilmar Mendes (STF), coordenador da Coleção Constitucionalismo Brasileiro; Luis Felipe Salomão, vice-presidente do STJ; e Ribeiro Dantas (STJ), que assina a apresentação da obra.​No lançamento, Ribeiro Dantas – natural do Rio Grande do Norte, como Amaro Cavalcanti – comentou que, para o jurista, o federalismo não era o causador dos males da República, mas, sim, os entendimentos errôneos sobre o sistema por parte das elites e da população em geral na época. Na avaliação do ministro, as perguntas que o livro formula são "as mesmas que ainda tencionam o direito público" e que surgem constantemente nos julgamentos do STJ e do STF, em debates, por exemplo, sobre as repartições de ##competência## no federalismo brasileiro.​​​​​​​​​No Espaço Cultural: ministros Reynaldo Soares da Fonseca e Gurgel de Faria; presidente da Ajufe, Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira; ministros Gilmar Mendes, Ribeiro Dantas, Teodoro Silva Santos, Luis Felipe Salomão e Rogerio Schietti Cruz.​O ministro Gilmar Mendes classificou a publicação como uma das "obras fundacionais" do direito nacional. Ele comentou que o pensamento de Amaro Cavalcanti norteia até hoje decisões tomadas pelo Suprema Corte, como no julgamento sobre a obrigação ou não de o presidente da República nomear o candidato mais votado em lista tríplice para reitor de universidades federais (ADI 6.565).O vice-presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, lembrou alguns momentos marcantes da carreira do jurista, entre eles a sua participação na comissão responsável por elaborar a primeira Constituição da República, promulgada em 1891.​​​​​​​​​A obra de Amaro Cavalcanti é um marco dos estudos sobre o regime federativo no Brasil.​Escrito originalmente em 1900, o livro analisa com profundidade a formação da República e os fundamentos do federalismo brasileiro à luz da Constituição de 1891, abordando temas como soberania, Estado federal, confederação, repartição de competências, tributação e controle jurisdicional.Confira mais fotos do lançamento no Flickr. 
23/06/2026 (00:00)
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