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Justiça Federal em Alagoas integra rede de acolhimento a mulheres vítimas de violência

Justiça Federal em Alagoas integra rede de acolhimento a mulheres vítimas de violênciaQuarta, 28 de outubro de 2026 às 16:58Programação na sede da OAB Histórica reuniu a Advocacia com o objetivo de fortalecer a rede de proteção às mulheres contra a violênciaCrédito da foto: Secom JFALA Justiça Federal em Alagoas (JFAL) participou, na terça-feira, 27, do lançamento de iniciativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) voltadas ao acolhimento e à proteção de mulheres vítimas de violência. O diretor do Foro, juiz federal Antônio José de Carvalho Araújo, e a juíza federal Aline Soares Lucena Carnaúba, coordenadora do Grupo de Apoio e Assistência às Magistradas e Servidoras em Situação de Violência Doméstica e Familiar (GAMS), representaram a instituição na solenidade, realizada na sede histórica da Ordem, no Centro de Maceió.A cerimônia marcou a apresentação da Sala Lilás, do Banco Vermelho e do Protocolo CIDA (Caminhos Integrados de Defesa e Acolhimento). As iniciativas buscam ampliar a rede de proteção às mulheres, oferecer atendimento humanizado às vítimas e estabelecer procedimentos para o acolhimento de advogadas em situação de violência doméstica e familiar.Representantes de persos órgãos participaram da solenidade, no CentroCrédito da foto: Secom JFALUm dos momentos centrais do evento foi a assinatura do termo de cooperação institucional destinado a viabilizar a implementação do Protocolo CIDA e fortalecer a articulação entre os órgãos envolvidos na proteção das mulheres. O documento foi assinado pelo diretor do Foro da JFAL e por representantes do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT19), do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público Estadual.A participação da Justiça Federal reforça a importância da união das instituições do sistema de Justiça no enfrentamento da violência contra as mulheres. Nesse contexto, destaca-se também o trabalho do GAMS, que oferece apoio e assistência a magistradas e servidoras da JFAL em situações de violência doméstica e familiar.“Vale de lágrimas”Juiz federal Antônio José: "realidade que se assemelha a um vale de lágrimas"Crédito da foto: Secom JFALO juiz federal Antônio José destacou a emoção do momento vivido na solenidade. “Diante de tantas histórias de sofrimento e de vidas interrompidas pela violência, vivemos uma realidade que se assemelha a um vale de lágrimas. Mas é justamente na união das instituições e da sociedade que encontramos esperança para transformar essa realidade”, afirmou o diretor do Foro, juiz federal Antônio José de Carvalho Araújo. Em referência à homenagem prestada à advogada Maria Aparecida Bezerra, vítima de feminicídio, acrescentou a importância de manter viva a sua memória. “Que a vida de Cida não tenha sido em vão e que sua memória fortaleça nossa luta pela proteção das mulheres”, finalizou ele.A coordenadora do GAMS enalteceu a iniciativa da OAB e a importância para o enfrentamento à violência. “A criação de redes de acolhimento e a articulação entre as instituições são fundamentais para garantir a mulheres em situação de violência, apoio e orientação para romper esse ciclo", considerou a juíza federal Aline Soares Lucena Carnaúba. “Na Justiça Federal em Alagoas, o GAMS atua nessa direção. A participação da JFAL em iniciativas como essa fortalece o diálogo entre as instituições e contribui para ampliar a rede de proteção, reafirmando que o enfrentamento à violência contra a mulher exige compromisso, sensibilidade e ações concretas”, concluiu.Justiça Federal em Alagoas passa a integrar a rede de proteção a partir da assinatura do termo de cooperaçãoCrédito da foto: Secom JFALAcolhimento e proteçãoA Sala Lilás foi concebida como um espaço de atendimento reservado e humanizado para mulheres e meninas vítimas de violência. O Banco Vermelho, por sua vez, funciona como símbolo de conscientização sobre a violência contra a mulher e o feminicídio.O Protocolo CIDA estabelece um fluxo de atendimento a advogadas vítimas de violência doméstica e familiar. A proposta prevê acolhimento sigiloso, orientação e encaminhamentos para os serviços de apoio, com o objetivo de evitar que as vítimas precisem relatar repetidamente as situações de violência enfrentadas.Filhos de advogada Maria Aparecida receberam homenagemCrédito da foto: Secom JFALO protocolo homenageia a advogada Maria Aparecida Bezerra da Silva, conhecida como Cida, assassinada pelo companheiro, em Maceió, em 2022. A iniciativa busca transformar a memória da profissional em uma ação concreta de proteção a outras mulheres.A presença da JFAL na solenidade reafirma o compromisso institucional com a defesa dos direitos fundamentais, a promoção da igualdade e o fortalecimento de ações conjuntas que contribuam para prevenir a violência e ampliar a proteção às mulheres.Secom JFAL
28/10/2026 (00:00)
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